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Como fazer sua horta sustentável dentro de casa

Cultivo doméstico de hortaliças pode ser muito simples e muito barato. Conheça o passo a passo ideal para plantar de forma saudável e produtiva


Da Redação

20/08/2020 - 3 minutos de leitura


Ante de escolher a espécie, verifique a disponibilidade de recursos diversos, como água, tipo de solo, investimento financeiro no local/ Foto: Getty Images

Quem disse que é preciso um grande quintal ou varanda para ter uma horta sustentável em casa? Segundo João Tessarioli Neto, especialista em agricultura orgânica e professor do Curso a Distância CPT Horta Caseira Implantação e Cultivo, é possível, mesmo com pouco espaço, cultivar e produzir hortaliças em variedade e quantidade suficiente para toda a família – e até vender ou doar o excedente.

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“A produção caseira não tem a preocupação constante com a produtividade e a lucratividade. Mas a qualidade, a variabilidade e a confiabilidade nos produtos produzidos são fundamentais”, explica João.

Confira abaixo os 8 pontos destacados pelo professor e aprenda a fazer uma horta orgânica caseira e tirar proveito da própria plantação:

1 – Preparação da terra

O solo precisa ficar bem aerado, pois é desse modo que as raízes conseguirão absorver melhor os nutrientes. Primeiro misture muito bem a terra. Somente depois disso, faça a adubação, que deverá ser realizada nos meses de temperaturas mais elevadas, de setembro a março.

2 – Compostagem

No modo de produção orgânico, os nutrientes fornecidos às plantas não podem ter origem em fertilização química. Para suprir as necessidades nutricionais do vegetal, a recomendação é realizar a compostagem, uma técnica simples e que estimula a atividade biológica do solo por meio da decomposição de matéria orgânica.

3 – Escolha das espécies

João afirma que são vários os fatores que devem ser considerados na escolha das espécies hortícolas a serem cultivadas. Os mais importantes são:

  • O tamanho da área;
  • A localização e suas características – altitude, iluminação natural, incidência solar, precipitação de chuvas etc.;
  • A disponibilidade de tempo ou de mão de obra;
  • A disponibilidade de recursos diversos, como água, tipo de solo, investimento financeiro etc.;
  • A rusticidade da hortaliça;
  • A época de plantio mais adequada e favorável à planta;
  • As exigências culturais e preferências pessoais.

4 – Plantação

Neste momento, leve em consideração as características de crescimento de cada espécie. Por exemplo: plantas rasteiras precisam ser mais espaçadas entre si, plantas muito altas deverão contar com tutoramento (técnica de condução das folhagens), tubérculos e raízes necessitam de um solo mais profundo.

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5 – Irrigação

Vale ressaltar que os horários mais frescos do dia são os ideais para a realização da rega da horta, sendo eles antes das 10 horas da manhã e depois das 16 horas. Forneça a água diretamente nas raízes, evitando ao máximo molhar as folhas, as quais sofrem queimaduras quando as gotículas nelas depositadas são expostas a radiações solares intensas.

Uma ou duas vezes por semana, irrigue intensamente toda a plantação e, nos demais dias, forneça água de forma bem mais moderada. Uma dica de economia é fazer o aproveitamento da água da chuva.

6 – Capinação

O mato que brota espontaneamente nos canteiros deve ser retirado o mais cedo possível, seja por arranquio manual ou com instrumentos como enxadas e sachos, caso o canteiro seja maior. Esse procedimento evita a competição das plantas daninhas com as hortaliças.

7 – Proteção contra pragas e doenças

Para evitar ou reduzir os problemas causados por pragas e doenças, podem ser usadas medidas preventivas e medidas curativas.

As medidas preventivas podem ser adotadas mesmo antes da instalação da horta; são mais abrangentes e se referem às práticas como: plantio na época correta, utilização de mudas sadias, rotação de culturas, adubação equilibrada das plantas, preservação dos inimigos naturais das pragas, dentre outras.

As medidas curativas são mais restritas e visam atacar determinado problema que esteja ocorrendo, por exemplo: catação manual de insetos, arranquio de plantas doentes, a aplicação de caldas e produtos naturais e a aplicação de repelentes biológicos. Um inseticida natural muito utilizado e eficiente é o óleo de Neem, ideal para o combate de insetos em sua fase larval.

8 – Colheita

Por fim, chega-se à hora da colheita. Tanto a coleta de frutos quanto a de hortaliças folhosas deve ser feita nas horas menos quentes do dia, de modo que a planta perca menos água no processo. Se a produção for abundante, você pode distribuir os alimentos entre familiares, amigos ou até para entidades filantrópicas.

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