Ainda pouco utilizado no mercado imobiliário, o seguro fiança ou fiança locatícia, é uma alternativa para quem quer alugar um imóvel com segurança, mas não tem fiador. Basicamente, trata-se de um seguro que dá ao locador a garantia, em caso de não pagamento das obrigações do inquilino.

De acordo com o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), em 2018, ele foi utilizado em apenas 17% das vezes como garantia de locação na cidade, atrás de fiador (46%) e caução (37%).

“A maneira é menos popular porque o dinheiro não volta para a mão do locatário. É como seguro de automóvel, todo ano renova e você gasta esperando não usar”, diz a diretora de Locação da Lello Imóveis, Roseli Hernandes.

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Vale a pena?

Para os proprietários de imóveis, a solução é vantajosa, pois dura todo o período da locação. E, além da cobertura em caso de dívidas de aluguel e condomínio, a fiança locatícia pode cobrir o ressarcimento de diversos outros encargos mensais da transação (IPTU, água, luz, gás, etc.), danos ao imóvel, serviços emergenciais de reparos.

É possível ainda incluir na apólice a cobertura em caso de despesas com ações de despejo e até mesmo com honorários de advogados. Quem decide o tipo de abrangência e as taxas é o dono do imóvel.

Quanto custa o seguro fiança

A renda média exigida para contratar esse serviço é de três a quatro vezes o valor do aluguel, que em alguns casos pode ser somada entre as pessoas que vão morar no imóvel. O valor do seguro anual pode custar até um aluguel e meio. A vantagem é que, diferentemente do caução, que é pago à vista, algumas seguradoras oferecem a opção de dividir a proteção ao longo do ano.