O hóspede que chega ao hotel Vivenzo Savassi não encontra mais o recepcionista face a face. Um tablet, ainda do lado de fora, permite o check-in a distância. Ao chegar ao balcão, encontra máscaras e pode higienizar a mão em álcool em gel. As refeições são servidas diretamente nos quartos, que passa por faxina a cada três dias, com funcionários cobertos dos pés à cabeça.

O Vivenzo Savassi – que fica em um bairro nobre de Belo Horizonte – é o projeto-piloto de uma startup de hospedagem da capital mineira. A “prova de fogo” da operação foi manter as portas abertas em meio à proliferação da covid-19 – preparar o protocolo para seguir em funcionamento custou R$ 150 mil, segundo a empresa.

De acordo com Frederico Amaral, fundador do grupo Macna, do qual o hotel Vivenzo faz parte, 2020 vai ser um teste de sobrevivência para o setor hoteleiro. De março para cá, diz ele, foi impossível manter as contas no azul – mas, com a recuperação parcial da atividade, o empreendedor de 48 anos diz esperar fechar junho no “zero a zero”.

Apesar do efeito desolador da pandemia no setor de turismo, Amaral não pretende tirar o pé do acelerador. “A gente não vai frear nada. Os cinco hotéis que estão previstos serão abertos. O setor vai ter de se redesenhar – e nós saímos na frente nesse processo.”


Para enfrentar as redes hoteleiras tradicionais, a Macna desenvolveu um sistema em que a parte administrativa de todos os hotéis é gerenciada a partir de uma estrutura central unificada. Não é o que ocorre nas redes tradicionais, nas quais as unidade costumam ser independentes e funcionam como uma espécie de franquia. Isso obriga que essas estruturas sejam replicadas em cada hotel. 

Notícia publicada originalmente em https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,apesar-da-crise-startup-hoteleira-diz-que-vai-abrir-cinco-unidades,70003327020