O ano de 2020 entrou para a história da Cury Construtora. E não apenas pelos desafios trazidos pela pandemia do novo coronavírus, mas também por recordes positivos acumulados em seus principais indicadores de performance. Foram lançados 17 empreendimentos, que representam 34% a mais em relação ao ano anterior. As vendas líquidas cresceram 37% e totalizaram R$ 1,3 bilhão.


Com operações concentradas em São Paulo e Rio de Janeiro, a empresa incrementou seu banco de terrenos nas duas praças e fechou o ano com potencial de R$ 10,5 bilhões em valor geral de vendas (VGV), crescimento de 82% na comparação com 2019. Esses resultados levaram a Cury Construtora a figurar entre as dez maiores empresas do setor no Top Imobiliário, parceria entre o Estadão e a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Ocupa 0 quarto lugar nas categorias Incorporadora e Construtora e sexto em Vendedoras.

Somente em São Paulo, a Cury colocou 5.280 novas unidades no mercado, somando quase 300 mil metros quadrados de área construída. “Foi um ano difícil, não há como negar, mas nos preparamos para crescer e superamos todas as nossas metas”, afirma Leonardo Mesquita, vice-presidente comercial da companhia.

Segundo ele, a Cury, que tem 80% de seus empreendimentos voltados aos clientes do programa Casa Verde e Amarela, foi ágil em adaptar a configuração de seus empreendimentos às novas demandas impostas pela pandemia. 

Com pouca margem para alterar a planta dos imóveis, a estratégia foi apostar nas áreas comuns. “Construímos estúdios com infraestrutura para home office, instalamos minimercados dentro dos condomínios, para que o morador possa fazer compras do dia a dia sem ter de se deslocar, e ampliamos as áreas de recebimento de delivery”, conta Mesquita. 

Um dos que contam com a opção de mercadinho é o Cury Único Jacu Pêssego, em São Miguel Paulista. Com 2 dormitórios, opção de sacada e vários itens de lazer, o empreendimento se enquadra no Casa Verde e Amarela,

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As novidades trazidas pela pandemia são tendências que vieram para ficar, segundo o executivo. “Hoje, o comprador nem pergunta quantas vagas de garagem o empreendimento tem. Ele quer ver a planta do imóvel e esses tipos de comodidade que, até o ano passado, nem estavam no radar.”

Além das mudanças em seus projetos, a empresa também investiu na digitalização, tanto de seus processos quanto na apresentação dos empreendimentos. De acordo com Mesquita, foram R$ 5 milhões aplicados no desenvolvimento de novas tecnologias, que permitiram apresentar plantas virtuais a potenciais compradores. 

“Março e abril do ano passado foram extremamente difíceis, com fechamento dos estandes de vendas. Mas conseguimos responder rapidamente e, ainda no primeiro semestre, 90% das visitas passaram a ser virtuais. Os clientes agora nem precisam mais ir ao escritório fechar negócio”, afirma.

Custos

Assim como as demais empresas do setor, a Cury não ficou imune à inflação de insumos da construção civil. Nos doze meses encerrados em abril, a alta foi de 30%, segundo a Fundação Getúlio Vargas. E, segundo Mesquita, embora seja inevitável repassar pelo menos parte desse aumento ao preço final dos imóveis, a empresa não prevê impacto nas vendas.

Apesar da pressão nos custos, de a pandemia ainda não estar controlada no Brasil e da alta taxa do desemprego, Mesquita afirma que a ordem na companhia é continuar apostando em crescimento. “Estamos buscando regiões com melhores projetos e também com melhores preços. Vamos aumentar a velocidade das obras e buscar clientes em uma faixa de renda um pouco acima do que temos trabalhado”, afirma Mesquita.

Conteúdo originalmente publicado em https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,top-imobiliario-2021-cury-altera-areas-comuns-para-satisfazer-novas-exigencias,70003756782