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The Economist: Como tornar os imóveis menos inacessíveis nos países ricos

Se as políticas tivessem como fim reduzir os preços dos imóveis para ajudar as famílias mais pobres, elas poderiam se revelar contraproducentes, reforçando as desigualdades existentes


The Economist

05/10/2021 - 2 minutos de leitura


Valores dos imóveis em relação à renda estão acima de suas médias em 75% nos países-membros da OCDE/Crédito: Getty Images
Conferência P3C conta com Pau...

23/10/2021 11:00 até 24/10/2021 23:00


Os preços dos imóveis nos países ricos estão crescendo no maior ritmo dos últimos 30 anos. Nos Estados Unidos, a alta atingiu o recorde de 19,7% no ano até julho, de acordo com os dados publicados em 28 de setembro. Os preços dos imóveis avaliados em relação à renda estão acima de suas médias de longo prazo em 75% dos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os legisladores de praticamente todos os lugares estão sob pressão crescente para tornar a habitação mais acessível.


Taxas de juros mais altas reduziriam os preços dos imóveis em relação à renda, tornando as hipotecas mais caras para atenuar a demanda por moradias. Porém, aumentar as taxas de juros para esfriar o mercado imobiliário agora acarretaria o risco de prejudicar a recuperação da economia após os lockdowns. Mais promissor, aos olhos de algumas pessoas, poderia ser apertar as ferramentas “macroprudenciais” disponíveis aos bancos centrais e reguladores financeiros, que tentam limitar os empréstimos hipotecários de risco.

Em 23 de setembro, o banco central da Nova Zelândia apertou a política habitacional macroprudencial pela terceira vez este ano, dizendo que o ajuste anterior não tinha sido suficiente para dar um basta aos preços impraticáveis das moradias. Os reguladores de vários outros países, entre eles a França, também se tornaram mais rígidos este ano. Embora essas ferramentas tenham sido criadas para tornar os credores e os tomadores de empréstimos mais resilientes ao conter o crescimento da dívida, a desculpa para usá-la com o objetivo de controlar o preço dos imóveis diretamente é fraca.

As políticas macroprudenciais têm uma longa tradição e incluem uma ampla gama de vantagens, como necessidades de capital e reservas mínimas, além de controles diretos sobre as taxas e quantidades de empréstimos. As políticas voltadas para o mercado imobiliário podem incluir a restrição da quantidade de empréstimos que os bancos podem realizar com altas cotas de financiamento (LTV, na sigla em inglês) ou porcentagem da renda bruta mensal do tomador de empréstimo. As ferramentas de LTV são as mais comuns. Na Europa, elas são empregadas por mais de 20 países, e seu uso aumentou consideravelmente desde a crise financeira global de 2007-2009.

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Esses controles, por terem limitado o crescimento do crédito, podem muito bem ter sido um dos motivos de a recessão causada pela pandemia de covid-19 não ter desencadeado uma crise financeira. Como o crescimento do endividamento das famílias e do preço dos imóveis costumam alimentar um ao outro, poderia ser tentador endurecer os controles de empréstimos com o objetivo de melhorar os preços praticados. Mas há três razões pelas quais essa política seria um erro.

A primeira é que a pesquisa sugere que os efeitos sobre os preços dos imóveis não parecem ser grandes o suficiente para fazer muita diferença nos preços dos imóveis. 

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https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,the-economist-como-tornar-os-imoveis-menos-inacessiveis-nos-paises-ricos,70003859805

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