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Vinci e XP ‘reabrem’ mercado de fundos imobiliários

Saiba qual é o clima do mercado para os investidores de fundos neste momento de pandemia e quarentena


Circe Bonatelli, O Estado de S. Paulo

04/06/2020 - 2 minutos de leitura


Tipo de imóveis comerciais usado como lastro nos fundos imobiliários/ Foto: Rafael Arbex / Estadão

O fundo de investimento imobiliário Vinci Instrumentos Financeiros (VIFI11) conseguiu a proeza de fechar, no meio da crise, a captação de recursos de sua oferta primária de cotas, coordenada pela XP, conforme apurou a Coluna com fontes do mercado. A transação marca a reabertura das captações pelos fundos imobiliários, fechadas desde que a pandemia do coronavírus explodiu.

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A oferta do VIFI11 foi liquidada na tarde de sexta-feira, 29, movimentando em torno de R$ 130 milhões. Embora não seja um valor tão vistoso, o montante ficou bem acima do piso da oferta, de R$ 20 milhões, e superou o valor base, de R$ 120 milhões, chegando ao lote complementar. Uma clara demonstração do apetite dos investidores. Os valores precisos resultantes da captação serão informados em fato relevante a ser publicado por XP e Vinci nos próximos dias. Procuradas, as empresas não comentam, pois estão em período de silêncio.

Fundos imobiliários retomam captações paralisadas no início da crise

Desde que a crise engrossou, a conclusão da oferta do VIFI11 é a primeira enquadrada na instrução 400 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que permite a participação de todos os tipos de investidores. A última oferta desta modalidade foi concluída em 6 de abril pelo fundo Hectare CE. No meio da pandemia, algumas poucas captações se concretizaram, mas para grupinhos restritos, dentro da instrução 476. Aí entram só os chamados investidores profissionais – aqueles com mais de R$ 10 milhões em aplicações, geralmente os ricaços, family offices e instituições.

O Vinci Instrumentos Financeiros já era um fundo constituído, porém só para esse grupo restrito. Esta oferta de cotas é uma espécie de ‘reIPO’, abrindo o investimento para participação geral. Os recursos levantados serão usados para comprar cotas de outros fundos imobiliários, além de certificados de recebíveis imobiliários. Os gestores planejam aportar cerca de 80% dos recursos logo nos primeiros 30 dias, para aproveitar as cotas desvalorizadas na crise. Neste ano, Índice de Fundos Imobiliários (Ifix) caiu 17%, tornando alguns ativos ‘baratos’.

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Os fundos de fundos imobiliários – ou FOFs, como são chamados nas rodinhas de entusiastas – têm sido os mais procurados do setor na crise, uma vez que seus gestores têm aproveitado o momento de baixa no mercado para montar um portfólio de ativos de qualidade com descontos. Outra categoria que se tornou “queridinha” na crise é a de fundos de galpões logísticos, uma vez que esses imóveis são centrais para atender a atividade crescente do comércio eletrônico.

O sucesso da captação de hoje dá mais ânimo às ofertas programadas para as próximas semanas, que pretendem levantar em torno de R$ 1 bilhão. Pela frente vêm as ofertas dos fundos XP Logística, RBR Alpha e Capitânia Securities. Pouco antes da crise, 11 fundos planejavam captar R$ 3,5 bilhões, mas, desde meados de março, as ofertas acabaram canceladas, suspensas ou adiadas.

Conteúdo originalmente publicado em https://economia.estadao.com.br/blogs/coluna-do-broad/vinci-e-xp-captam-na-crise-e-reabrem-mercado-de-fundos-imobiliarios/

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