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República: palco de manifestações políticas

Eventos históricos, como a Revolução Constitucionalista de 1932, movimento contra o governo do presidente Getúlio Vargas, e as Diretas Já (1984) aconteceram no meio da praça


Da Redação

06/03/2020 - 5 minutos de leitura


O Edifício Itáilia é um dos pontos turísticos da região/ Foto: Getty Images

A região é um símbolo da cidade de São Paulo. Localizada no centro da capital, abriga uma feira de artesanato diária e diversos locais turísticos, como a Avenida Ipiranga, Avenida São João, o Edifício Itália, Copan e outros. A modernização começou por volta de 1892, com a construção do Viaduto do Chá, que ligava o centro velho (Viaduto do Chá, Praça do Patriarca e a Praça da Sé) ao novo (quadrilátero formado pelas ruas entre a Xavier de Toledo, a Av. Ipiranga, Av. São João e a São Luiz). Dois anos depois foi fundado o Colégio Caetano de Campos, a primeira escola normal da capital – criada com o objetivo de formar professores para atuarem no magistério de ensino primário (ensino fundamental). O prédio, com projeto assinado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, funcionou como instituição de ensino até 1978, quando os alunos foram transferidos para outros locais. Desde então, é tombado pelo patrimônio histórico e sede da Secretaria Estadual da Educação.

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O pedaço tem grande importância histórica, pois foi palco da Revolução Constitucionalista de 1932, movimento contra o governo do presidente Getúlio Vargas. Foi nos arredores da praça que, no dia 23 de maio daquele ano, assassinaram os jovens Mario Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade em frente à sede do Partido Popular Paulista, na Rua Barão de Itapetininga, que sai em uma das esquinas da praça. Após a morte desses quatro estudantes, surgiu o movimento M.M.D.C. (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), que foi um dos marcos do período. Passados mais de 50 anos, a Praça da República recebeu as manifestações das “Diretas Já!”, em 1984.

Preço

De acordo com a Pesquisa de Mercado da Capital do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), a locação de casas com um dormitório tem o valor médio de R$ 666,17. Com dois dormitórios, a média é de R$ 1.302,50. Já com três dormitórios, R$ 1.821,30. Para comprar, o preço médio por metro quadrado (m²) em um apartamento na região da República fica em R$ 4.588,43.

Mobilidade

Bem localizado, o bairro da República está próximo ao corredor norte-sul e é atendido por duas linhas do metrô: 3-Vermelha e 4-Amarela. Além disso, o bairro é atendido pelo Expresso Tiradentes, da SPTrans, e pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) por meio da ligação entre o trecho do metrô 4-Vermelha com a extensão 8-Diamante. A área conta ainda com 45,4 quilômetros (km) de malha cicloviária.

Educação

Nos arredores é possível encontrar escolas para todas as faixas etárias e importantes instituições de ensino superior, como o Mackenzie e a Faculdade Finaci, as escolas Liceu Coração de Jesus, Colégio de São Bento, Colégio Leila Guedes e a Escola Estadual São Paulo.

Saúde

Para cuidar da saúde, o bairro conta com o Dr. Consulta, Vitória Hospitalar, Somel Sociedade para Medicina Leste, Sociedade de Beneficência e Filantropia São Cristóvão e Clínica Acor República, além de vários consultórios particulares.

Lazer

O bairro abriga pontos turísticos e locais famosos da capital, como o Teatro Municipal, inaugurado em 12 de setembro de 1911, idealizado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, e os italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi. O teatro foi concebido a partir de traços renascentistas e barrocos. A exuberante construção foi inspirada na Ópera de Paris, se tornando palco de grandes apresentações culturais e sociais da cidade. Em 1922 o Teatro abrigou a Semana de Arte Moderna.

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A Biblioteca Mário de Andrade, fundada em 1925, foi a primeira e a principal biblioteca pública da cidade. Dona de um acervo de mais de 3 milhões de volumes, é também um tesouro da região. Outro espaço que merece uma visita é a Galeria do Rock. Aproveite para comprar uma camiseta daquela banda de rock que você adora, fazer um piercing ou uma tatuagem. São 450 lojas com predominância para o comércio de produtos relacionados ao gênero rock, hip hop e artigos para skatistas.

No pedaço tem ainda o Edifício Itália, considerado o segundo prédio mais alto de São Paulo, com 165 metros de altura, 46 andares e 19 elevadores. Ele foi inaugurado em 1965 e é famoso por causa de sua vista impressionante. No último andar do prédio você encontra o Terraço Itália, restaurante que possui um mirante com vista panorâmica de São Paulo. Os interessados em conhecer podem fazer isso pagando uma taxa, já que o local está aberto à visitação todos os dias, das 15h às 19h.

O Copan é outra construção imponente que chama a atenção de quem passa pelas redondezas. Fundado em 1966, é um símbolo da arquitetura moderna brasileira, concebido pelo arquiteto Oscar Niemeyer com projeto estrutural do engenheiro Joaquim Cardozo, visando às comemorações do Quarto Centenário da cidade de São Paulo. A obra foi iniciada em 1957, com algumas alterações, e executada com a ajuda de Carlos Lemos. São 15 metros de altura, 32 andares e 120 mil metros quadrados (m²) de área construída, dividida em seis blocos, com um total de 1.160 apartamentos. Na região está também o famoso cruzamento das avenidas Ipiranga e São João, mencionado na música “Sampa”, de Caetano Veloso.

Gastronomia

Aproveitando esse cruzamento de avenidas, de um lado é possível encontrar o Bar Brahma (desde 1948), que atualmente conta com uma programação que varia entre samba, MPB, rock e stand up comedy, mas já foi palco de discussões políticas promovidas pelos estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), frequentados por intelectuais, músicos e políticos, e ponto de negócios dos fazendeiros do interior paulista nos anos de 1960. Do outro lado, no número 1.058 da Avenida Ipiranga, fica o tradicional restaurante Sujinho. O carro-chefe do cardápio é a bisteca bovina, um corte com o osso do contrafilé de 700 gramas de carne.

Desde 2008, no térreo do Copan, fica o Bar da Dona Onça. A casa tem cozinha comandada pela chef Janaina Rueda, com petiscos e pratos, como o arroz de galinhada com gema curada. No mesmo andar é possível provar a gastronomia da Cidade do México, no La Central. O campeão de pedidos é o Picadillo La Central, que reúne chile de carne moída, purê de feijão, milho, totopos e queijo fresco ralado, com banana e ovos fritos.

E no meio de tanta carne e boemia, existem opções mais leves, como o restaurante Vegetariano Apfel (R. Dom José de Barros, 99), com pratos quentes e frios. Tem também o Green Chef (Rua general Jardim, 550), self-service de comida vegetariana, incluindo saladas e pratos quentes. E o Subte Vegan (Rua Dom José de Barros, 301, Mezanino, loja 7), com opções veganas, incluindo lanches, refeições, sucos e sobremesas.

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