Sumário

    O desenvolvimento do bairro de Ermelino Matarazzo está ligado ao processo inicial de colonização do País desde o século XVI. A região, à época, era ocupada pelos indígenas guaianá das aldeias Ururaí, que viviam à margem esquerda do Rio Tietê. Mas há registros de terras doadas por cartas de sesmarias aos bandeirantes que, aos poucos, foram invadindo as terras, em 1580. As antigas terras eram chamadas de “Jaguaporeruba”.

    Com o processo de industrialização em São Paulo, no início do século XX, as grandes chácaras e sítios foram vendidos em lotes, iniciando o fenômeno da urbanização que trouxe centenas de moradores à região. Chegaram migrantes e imigrantes, principalmente portugueses, italianos e espanhóis que buscavam oportunidades de trabalho nas indústrias do centro da cidade e moradia mais barata nas periferias.

    Por volta de 1913, a família Matarazzo compra terras na região que será chamada de Ermelino Matarazzo. A ocasião marca a chegada das indústrias Matarazzo e Cisper, que instalaram suas fábricas no local. As áreas ao redor da estação foram loteadas e transformadas em vilas (como o Jardim Berlim, atual Jardim Belém). Com o tempo, as indústrias deram preferência a bairros próximos às rodovias, o que alterou radicalmente o perfil da região.

    Por oferecer terrenos mais baratos e sem infra-estrutura, passou a receber uma grande quantidade de trabalhadores, principalmente de origem nordestina, e logo se transformou em um bairro predominantemente residencial. O local integra em seu território a Macrozona de Proteção Ambiental e a Macrozona de Estruturação e Qualificação Urbana, onde se encontra a sub-bacia do córrego Mongaguá, parte dos córregos Ponte Rasa, Franquinho e o próprio Mongaguá, que deságua no Rio Tietê.

    Posteriormente, com a construção da Rodovia dos Trabalhadores, atual Rodovia Ayrton Senna, e com a proximidade do Aeroporto Internacional de Cumbica, o bairro voltou a receber indústrias, sobretudo químicas, que continuam funcionando. Apesar disso, a principal atividade econômica é o comércio e os serviços. Por isso, 97% da população local não trabalha no distrito, o que provoca a necessidade de grande locomoção todos os dias, fazendo com que a região tenha características de bairro-dormitório.

    Mobilidade

    O bairro fica próximo da região de Cumbica, em Guarulhos, e é cruzado pela linha 12 da CPTM. Oferece duas estações de trem: USP Leste e Comendador Ermelino. Também é possível o transporte pelas linhas de ônibus da SPTrans que ligam o bairro ao Centro de Guarulhos, Tatuapé e Itaquera, fazendo conexão com o metrô para outras regiões da cidade. Entre as principais avenidas para escoamento do trânsito de carros estão a Marginal Tietê, a Rodovia Ayrton Senna, o Rodoanel e a Via Dutra, parte da Rodovia BR-116, que conecta São Paulo ao litoral norte do Estado até o Rio de Janeiro.

    Quanto custa para morar

    O bairro Matarazzo está na Zona E, segundo dados da pesquisa CRECI-SP. O valor está em torno de R$15.75 m² a 27,38 m² para locação. Para compra, o preço começa a partir de R$3.163 m².

    Lazer

    A região abriga o Parque Ecológico do Tietê, com mais de 14 milhões de metros quadrados. Além de preservar fauna e flora da várzea do rio, o parque proporciona uma série de atividades culturais, educacionais, recreativas, esportivas e de lazer, recebendo mais de 330 mil visitantes todo mês. Entre as principais atrações estão o Centro de Educação Ambiental, Centro Cultural, Museu do Tietê, a biblioteca e o Centro de Recepção de Animais Silvestres, que abriga dois mil animais apreendidos ou doados. O projeto arquitetônico e paisagístico do parque foi concebido pelo arquiteto Ruy Ohtake.

    O bairro também garante a agenda de atividades, cursos e eventos do Sesc Guarulhos, que oferece infraestrutura com restaurante, piscina, quadras esportivas, teatro, café e outras comodidades aos visitantes. Também o Parque Bosque Maia no bairro vizinho, Guarulhos, é acessível a poucos minutos de carro. Já o centro de compras mais próximo é o Internacional Shopping, em média 25 minutos de carro e 58 minutos de transporte público, a 18 quilômetros.

    Educação

    O bairro conta com ampla oferta de educação básica, infantil, fundamental, média e superior. Fazem parte da infraestrutura do bairro a E.E. Ermelino Matarazzo, E.E. Therezinha Aranha Mantelli, Colégio Novo Ideal Patriarca, Escola De Educação Infantil Sara Alves, Escola Municipal de Educação Infantil Sargento Max Wolf Filho, Escola De Educação Infantil Sara Alves, Escola De Educação Infantil Sara Alves, Condessa Filomena Matarazzo, Associação Educacional Argumento, CEI Jardim Matarazzo, EMEI Profa. Ruth Gonçalves Chaves de Siqueira, Instituto. Associação Casa Dos Deficientes De Ermelino Matarazzo, E.M.E.I. Profa. Ruth Gonçalves Chaves de Siqueira, CIEJA Centro Int. Ed. Jovens e Adultos – Ermelino Matarazzo, Colégio Amorim e o Centro Esportivo Ermelino Matarazzo.

    Além das escolas públicas, entre as conquistas do distrito estão a USP Leste, a Fatec e a Unifesp, bem como a EACH- USP Leste – Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, inaugurada em 2005.


    Saúde

    Para os moradores e visitantes, o atendimento de saúde pode ser feito na UBS Ermelino Matarazzo, UPA Ermelino Matarazzo, UBS Fundos, CAPS Adulto II Ermelino Matarazzo, Pronto Socorro Ermelino Matarazzo, Unidade de Vigilância em Saúde (UVIS) – Ermelino Matarazzo e o particular Day Hospital de Ermelino Matarazzo, entre outras clínicas e locais de exames.

    Serviços

    O bairro abriga o Supermercado Barbosa, Supermercado Rossi Vila Cisper, uma variedade de pet shops e  serviços de hotelaria próximos ao aeroporto de Cumbica.