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Consolação: bairro atrai as mais diversas tribos urbanas

Região oferece muitas opções culturais. São bares, cinemas, teatros, boates e casas noturnas que tocam de MPB ao Techno


Da Redação

12/06/2020 - 4 minutos de leitura


O Conjunto Nacional e Rua Augusta são alguns destaques do território/ Crédito: sergio souza no Unsplash

O bairro da Consolação nasceu em 1779, quando um grupo de devotos de Nossa Senhora da Consolação construiu uma capela em homenagem à santa e atraiu uma pequena quantidade de pessoas para povoar as margens da estrada que ligava a rua Direita, no centro, ao povoado indígena de Pinheiros.

Essa estrada teve diversos nomes, como Caminho do Aniceto e rua dos Taques até se chamar rua da Consolação. Vinte anos depois, a igreja foi reconstruída e a capela deu lugar a um templo maior, que, em 1840, passou por uma reforma. Já em 1909, acompanhando o desenvolvimento urbanístico do bairro, foi pedido ao engenheiro alemão Maximilian Emil Hehl modificá-la para adequar a antiga igrejinha aos padrões estilísticos do começo do século XX.

Além das tarefas religiosas, a Irmandade da Consolação, criada na paróquia, foi responsável pelo cuidado dos doentes da capital. Abrigou em sua edificação reuniões de militantes contra a ditadura e acolheu familiares de desaparecidos políticos sendo local de refúgio durante as investidas violentas da polícia.

A rua da Consolação também passou por diversas transformações. Nos anos 60, o leito da rua foi ampliado, ganhando características de avenida no trecho entre a rua dona Antonia de Queirós e a Avenida Paulista. Para garantir a reforma, o prefeito Faria Lima desapropriou uma área de 21.600 metros quadrados (m²) no lado ímpar da rua.

Nos anos seguintes, a região viveu um processo de decadência, que começou quando as mansões presentes foram sendo substituídas por endereços comerciais. Ao longo das décadas, o entra-e-sai de comércios, restaurantes e casas noturnas consolidou a vocação comercial da região.

Tanto que até hoje suas veredas atraem os mais diversos grupos, como a Rua Augusta, desde a movimentada esquina com a Avenida Paulista até os arredores da Praça Roosevelt. Moderninhos, sertanejos, pagodeiros e outras tribos dividem as calçadas sem a menor tensão.

Preço

Segundo a Pesquisa de Mercado da Capital do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), o preço médio por m² de um patrimônio no bairro da Consolação é de R$ 4.637,50. Já no aluguel, casas com um dormitório tem o valor médio de R$ 1.257,14. Com dois, R$ 1.834,67 e com três dormitórios, R$ 3.762,86.

Mobilidade

Chegar e sair do bairro é fácil, já que, além das inúmeras linhas de ônibus, há estações de metrô da linha verde (Consolação), linha amarela (Paulista e Higienópolis-Mackenzie), e a possibilidade de deslocamento também pelas ciclofaixas. Todas essas alternativas estão concentradas em grandes ruas e avenidas que levam a vários locais de São Paulo.

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Sobre as ciclovias e ciclofaixas, a mais importante é a que percorre a Rua da Consolação e toda a extensão da Avenida Paulista, oferecendo acesso à Rua Vergueiro e Avenida Pacaembu. Além disso, as redondezas contam com uma rede dedicada ao lazer. Essa extensão é aberta para passeios aos fins de semana e seu percurso vai até a região central.

Educação

A região acomoda diversas opções de ensino, como o Colégio Anglo São Paulo, o Colégio e a Universidade Presbiteriana Mackenzie, o Colégio Sion, o Colégio São Luís, Colégio Rio Branco, Escola Estadual Caetano de Campos e a Escola Estadual Professora Marina Cintra.

Saúde

A área abriga o Hospital Sírio Libanês, Sabará Hospital Infantil, Centro Médico Frei Caneca e o Hospital Emílio Ribas.

Lazer

Para quem aprecia qualquer tipo de arte, no bairro da Consolação há diversas opções. Seja para assistir filmes nos cinemas dos shoppings Cidade São Paulo, Center 3, Frei Caneca e Conjunto Nacional, ou mesmo histórias autorais no cine Caixa Belas Artes ou no Espaço Itaú de Cinema. Pinturas e esculturas podem ser encontradas, por exemplo, no Museu de Arte Moderna (Masp). E para os amantes de literatura não vai faltar verso, poesia ou estrofe na conceituada Casa das Rosas.

A Praça Roosevelt também tem sua importância na região. Skatistas de toda a cidade querem treinar suas manobras ali, principalmente depois de uma reforma que durou cerca de dois anos e tornou o local a ‘Skate Plaza’ mais cobiçada pelos adeptos do esporte que, segundo a Confederação Brasileira de Skate (CBSk), já é o segundo mais praticado da cidade, perdendo apenas para o futebol. Ainda na Roosevelt, grupos teatrais como os Sátyros atraem os apaixonados pela arte da interpretação em montagens e adaptações que emocionam, divertem e prendem a atenção do público.

Bem perto está a biblioteca Monteiro Lobato, criada em 1936 por um grupo de intelectuais liderados por Mario de Andrade. Na época, o escritor era diretor do Departamento Municipal de Cultura. É o acervo infantil mais antigo do Brasil e serviu de inspiração para outras bibliotecas do gênero no interior do Estado e no País. A homenagem ao autor do Sítio do Pica-Pau Amarelo só aconteceu em 1955.

E claro, a Rua da Consolação e suas lojas oferecem as mais belas e modernas luminárias, pendentes e abajures. A vocação luminosa começou a se desenhar nos anos 50, quando a pioneira Lustres Bobadilha fincou ali o primeiro negócio do gênero. Atualmente, mais de vinte estabelecimentos especializados ocupam a via.

Gastronomia

O bairro da Consolação oferece um grande leque de possibilidades gastronômicas. Com restaurantes de todos os cantos do mundo, como a Forneria Maia (Rua Matias Aires, 301) para os apreciadores de massas, o Rock ´n´ Roll Burguer (Rua Augusta, 538), para quem gosta de um bom hambúrguer, o Ajji-to (Rua Augusta, 1405), para todos que amam comida japonesa, e o tradicionalíssimo Sujinho, que serve até altas horas os petiscos e grelhados que fizeram a fama da pequena Rua Maceió.

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