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Como funciona o programa Vizinhança Solidária?

Parceria entre população e órgãos públicos de segurança diminui índices de violência e criminalidade em até 90%, segundo a PM


Da Redação

25/09/2020 - 2 minutos de leitura


A atividade é preventiva e não substitui o 190/ Foto: Getty Images
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Criado em 2009 pela Polícia Militar (PM) de São Paulo, o programa Vizinhança Solidária consiste em conscientizar as pessoas de uma comunidade sobre a importância e a responsabilidade de agir ativamente em prol de sua segurança pessoal e da segurança coletiva.

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O objetivo do programa é incentivar ações de prevenção primária nos locais onde as pessoas moram, trabalham ou estudam. Na prática, o programa é de adesão voluntária, aberto a qualquer pessoa e passível de ser implantado em qualquer comunidade com apoio da PM.

O Itaim Bibi foi o primeiro bairro na capital paulista a empregar o conceito, em 2009. O condomínio de uma moradora da região havia sofrido um arrastão na ocasião e algumas pessoas foram se informar sobre o que poderia ser feito.

Depois deste exemplo, virou lei estadual (nº 16.771/18). Após uma década de atividade, o programa contabiliza 2.024 grupos formados em 216 municípios de todo o Estado. A cidade de São Paulo é a líder, com mais de 600 agrupamentos. A PM estima que a redução da criminalidade onde o programa foi implantado é de 60% a 90%.

10 passos para formar um grupo de Vizinhança Solidária

  • Envie uma carta-convite a todos os vizinhos explicando a intenção de formação do grupo;
  • Realize uma reunião com os representantes interessados;
  • Forme o agrupamento;
  • Procure a companhia da PM mais próxima ou o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do seu bairro para preencher o requerimento de análise de vulnerabilidade;
  • PM faz vistoria na(s) rua(s);
  • PM participa de uma reunião com a formação da Vizinhança Solidária;
  • Criação de um grupo no Whatsapp focado em segurança da região;
  • Inclusão do PM do bairro neste agrupamento;
  • Afixação das placas “Vizinhança Solidária” em locais apontados pela PM;
  • Realização de reuniões periódicas para troca de ideias e aprimoramento.

A implantação do programa é gratuita, sendo que a comunidade poderá, caso considere necessário, custear equipamentos de segurança, de comunicação ou elaboração de placas de identificação, que serão colocadas nos locais onde o programa é desenvolvido.

Baixe a Cartilha da Vizinhança Solidária e confira todos os detalhes do programa e sobre como implantá-lo.

Grupo pelo aplicativo

Os membros devem usar o aplicativo exclusivamente para alertar sobre atitudes suspeitas, marcar reuniões, discutir questões relacionadas à segurança e acontecimentos de interesse do bairro.

Vale ressaltar ainda que a atividade é preventiva e não substitui o 190. Quando um morador testemunhar um crime, deve ligar para 190. Se quiser fazer denúncia de forma anônima, pode ligar para 181.

Os participantes podem também avisar pelo grupo sobre:

  • Portões abertos;
  • Veículos abandonados;
  • Ruas mal iluminadas;
  • Vias bloqueadas ou sem sinalização;
  • Prédios ou terrenos abandonados;
  • Locais de vandalismo e consumo de drogas;
  • Cheiro de queimado;
  • Cheiro de gás.

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