Não é segredo que o investimento em imóveis é considerado um bom negócio. No entanto, é preciso se atentar a alguns detalhes no processo de aquisição para evitar prejuízos no momento de revender ou colocar para alugar. Para ajudar a identificar as características que podem rebaixar o valor de mercado, consultamos o CEO da Casafy, portal de negócios imobiliários, Renato Orfaly.

“Além da documentação em dia, é importante estar atento aos desgastes estruturais para que as obras de reparo sejam feitas rapidamente, evitando o acúmulo de problemas causados pelo tempo e, portanto, a depreciação do bem”, explica.

Confira os principais itens para manter o imóvel em alta:

1 – Documentação irregular

Um dos fatores mais importantes para se evitar a desvalorização de um imóvel é estar com a documentação regularizada. Caso esses documentos estejam incompletos, irregulares ou com débitos de impostos atrasados, a queda do valor torna-se algo iminente. No Brasil, não há como formalizar o aluguel ou venda de um imóvel que esteja com pendências legais.

Segundo levantamento realizado pela Lello, 20% das vendas de imóveis de terceiros não são concretizadas na cidade de São Paulo devido a irregularidades na documentação apresentada pelos vendedores, proprietários das unidades. Esse percentual representa um a cada cinco vendas canceladas. “A documentação regular deveria ser uma exigência das imobiliárias antes de anunciar um imóvel, para tornar o negócio mais seguro e evitar desgaste desnecessário”, recomenda Orfaly.

2 – Má conservação

O estado geral do bem não poderia faltar entre os fatores que pesam na definição do nível de depreciação. Problemas como pintura gasta e paredes descascando, vazamentos, infiltrações, pisos ou carpetes envelhecidos, deteriorações visíveis da estrutura, dentre outros defeitos, podem provocar má impressão para o locatário ou comprador e, assim, afetar o posicionamento de mercado a respeito do imóvel.

3 – Ausência de garagem ou garagem descoberta

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Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), do ano de 2018, informam que a frota de veículos circulantes no Brasil era de 65,8 milhões, entre automóveis e motocicletas. Por isso, outro fator de valorização é a vaga de garagem. Assim, mesmo que a pessoa não possua um veículo, a vaga subutilizada pode ser locada ou vir a ser utilizada em outro momento.

4 – Poluição sonora

Morar próximo a boates e bares muito agitados pode representar transtornos e, por isso, colaborar com a depreciação da propriedade. Imóveis próximos a estabelecimentos muito barulhentos são mais difíceis de serem alugados e inquilinos não costumam permanecer por muito tempo. Fixar residência em avenidas muito movimentadas, apesar de ser positivo pela acessibilidade, pode ser uma circunstância menos interessante, por causa do barulho.

5 – Cemitério

Morar em um imóvel com vista para um cemitério pode não ser a forma como uma pessoa deseja iniciar a sua manhã. Existem pessoas que não se incomodam, pois tiram proveito da calmaria e do silêncio do local, além da certeza de estabilidade na paisagem, já que novos empreendimentos não poderão ser construídos naquela localidade. Por outro lado, podem surgir novos problemas: a atração de ladrões, por exemplo, que invadem cemitérios para roubar lápides e outros objetos de valor.

6 – Segurança

Se a taxa de criminalidade da região for alta, elevam-se, também, os gastos com segurança, o que pode incidir no valor do imóvel. Se for apartamento, os gastos com segurança privada, instalação de equipamentos de monitoramento e demais aparatos podem aumentar o valor da mensalidade do condomínio.

7 – Mobilidade

Cada vez mais, na hora de considerar a compra ou a locação de um imóvel, os interessados prezam pela comodidade. Residir longe de comércios, supermercados, escolas e ter difícil acesso a meios de transporte podem ser empecilhos para a valorização. Gastar muito tempo de locomoção para fazer compras ou trabalhar também pode fazer com que o valor da propriedade caia.

8 – Presídios

O que deveria ser sinônimo de segurança, não é visto dessa forma pelo mercado imobiliário. A possibilidade de conviver ao lado de um presídio afugenta as pessoas, não só pela confusão causada pela movimentação habitual de criminosos e policiais fortemente armados, mas também por eventualidades, como rebeliões ou fugas.