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Como tornar o uso da água mais sustentável no condomínio?

Reuso e novos equipamentos são maneiras simples de evitar o desperdício


Da Redação

28/03/2020 - 2 minutos de leitura


A adoção de dispositivos redutores de vazão pode economizar cerca de 60% no caso de uma torneira/ Foto: Getty Images

A falta de água no mundo é um problema sério. Apesar de 12% da água doce do planeta estar concentrada no Brasil, de acordo com informações das Nações Unidas, a crise de abastecimento hídrico é uma preocupação que também atinge os brasileiros. Por isso, toda forma de racionamento continua sendo bem-vinda e o síndico deve mobilizar os moradores de condomínios, incentivando o consumo mais sustentável e a economia.

Vale ressaltar que os fatores que prejudicam o uso sustentável da água são comuns no dia a dia, como apertar várias vezes a válvula da descarga, por exemplo. Portanto, o gestor precisa espalhar nas áreas comuns do prédio lembretes sobre dicas simples que, quando adotadas em conjunto, diminuem o consumo e as contas: não demorar no banho, usar a máquina de lavar roupas somente na capacidade total e fechar a torneira enquanto ensaboa as louças da cozinha e ao escovar os dentes. 

Lembre-se ainda de programar inspeções constantes para detectar possíveis vazamentos. Fiscalize periodicamente – no mínimo, a cada seis meses – todas as válvulas e torneiras do edifício. A vistoria pode ser feita por um zelador e vai indicar se está havendo desperdício. Se for observado qualquer tipo de vazamento, será preciso providenciar o reparo. Também é indispensável incluir a caixa d’água na inspeção.

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Instale redutores de vazão, inclusive nas pias e nas torneiras da área comum do edifício. Quando instalados em chuveiros e torneiras dos apartamentos, eles garantem uma economia de até 80% no chuveiro e cerca de 60% no caso de uma torneira. Os redutores vão desde aquela simples redinha de ferro que direciona o líquido, passando por válvulas redutoras de pressão, até aparelhos mais sofisticados, como as torneiras automáticas ou com leitores fotoelétricos.

Outra mudança que deve ser feita é dos vasos sanitários. As bacias com válvulas mais antigas soltam entre 12 e 24 litros por descarga. Já os vasos mais modernos, com caixa acoplada, despejam apenas 6 litros. Há ainda os chamados vasos sanitários que despejam um volume diferente conforme a necessidade (o um ou o dois). Dessa forma, ao final do mês, é possível ter uma economia de até 35% da água utilizada nas descargas, o que leva a uma redução de 10% a 15% na conta da residência.

E por fim, vale os condôminos pensarem em implementar uma estação de tratamento simples, mas que garanta uma separação do que foi utilizado para o banho e para as pias diferente do que vai para as descargas e lavagem de pisos. Nas grandes empresas ou indústrias, isto já é bem comum e funciona. Outra alternativa é reaproveitar a água da chuva, por meio da construção de reservatórios que armazenem o fluxo, usando a água coletada para regar jardins e limpar as áreas comuns.

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