Alugar um imóvel em Guarulhos está mais caro do que nas outras quatro principais cidades da região metropolitana de São Paulo. Segundo levantamento do ZAP, o valor médio do metro quadrado (m²) para locação na região é de R$ 24,6/m², enquanto que em São Caetano do Sul o custo é de R$ 24,2 m², seguida por Osasco (R$ 23,9), Santo André (R$ 21,1) e São Bernardo (R$ 20).

A cidade de Guarulhos também foi aquela que apresentou a maior valorização em comparação a 2018, quando o m² médio era de R$ 19,6, resultando em um aumento de 26%. Na sequência vem São Caetano do Sul, com R$ 23,2 e aumento de 4%; São Bernardo, com R$ 19,2 e aumento de 4%; Santo André, com R$ 20,4 e aumento de 3% e Osasco, com R$ 23,5 e aumento de 2%.

Para o consultor empresarial e educador financeiro Carlos Virtuoso, o resultado é reflexo do aumento no volume de importações presente na região, por contar da presença de um dos maiores aeroportos do País. “Diante disso, empresas estão alugando moradia para funcionários e até mesmo se estabelecendo no local, o que explica o aumento da demanda e, consequentemente, aumento de preços na região.”

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Além disso, segundo ele, a infraestrutura presente nas cidades analisadas pelo estudo é outro atrativo para a escolha do local de moradia. “As regiões, além de contarem com saúde, segurança e lazer, têm ainda qualidade nos serviços. Outro ponto é a falta de terrenos para construção, ou seja, cidades excelentes e com pouca capacidade de crescimento faz despertar o desejo de morar nelas”, afirma o consultor.

Já o valor de locação na cidade de São Bernardo dos Campos despontou como o mais baixo da pesquisa, tornando-se um dos mais viáveis. “Mesmo distante do acesso de linhas de metrôs e pouca infraestrutura, é estratégico diante da conjuntura econômica nacional. É precisar analisar e pensar o que cabe no bolso”, ressalta ele.

Panorama

O mercado de locação nestas cidades apresenta oscilação ano a ano, conforme tabela abaixo que exibe resultados desde 2017. Para o coordenador de inteligência de mercado do Grupo ZAP, Coriolano Lacerda, essas mudanças seguiram uma tendência nacional e que demonstra que o mercado acompanha o fluxo de oferta e demanda. “O cenário de locação se torna mais atrativo conforme as opções de mercado e o perfil dos consumidores. As novas gerações estão inclinadas a preferir a locação, dependendo da localização”, finaliza.

Prova disso é que, de acordo com levantamento realizado pela Associação Brasileira de Administradoras de Imóveis (Abadi), entre janeiro do ano passado e deste ano, cerca de 40% dos imóveis que estavam disponíveis para locação foram ocupados.