Comemorado pela primeira vez em 15 de março de 1983, o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor foi escolhido em razão do famoso discurso feito em 15 de março de 1962, pelo então presidente dos EUA, John Kennedy. 

Naquele dia, Kennedy reconheceu diversos direitos dos consumidores, especialmente no tocante à segurança, informação e livre escolha dos produtos e serviços. O discurso provocou debates e estudos em vários países, sendo considerado um marco.

No Brasil, o Dia do Consumidor começou a ganhar espaço apenas em 2014, por meio do comércio eletrônico. Ainda que apareça de forma tímida no calendário do varejo anualmente, o fato é que, segundo dados do Google, o dia está se tornando uma nova Black Friday no calendário.

Em 2014, uma pesquisa mostrou que 27% das pessoas conheciam a Black Friday, sendo que em 2015, 56% pretendiam aproveitar a data para aproveitar promoções.

Quando comparado com o Dia do Consumidor, em uma pesquisa de 2018, 30% dos brasileiros conheciam a data, sendo que 81% pretendem comprar no dia. O levantamento constatou que 35 milhões de pessoas já estavam familiarizados com a campanha e 65% encontraram as promoções que procuravam.

Oportunidades no mercado imobiliário

Mesmo com a popularidade do dia crescendo, o setor de imóveis ainda não é um dos principais alvos dos brasileiros, porque produtos com valores mais acessíveis ainda são mais buscados. Ainda que os imóveis tenham valores mais altos e não sejam tão simples, as empresas aproveitam a data para criar oportunidades e chamar a atenção dos clientes no Dia do Consumidor. 

Este é o caso da Loft, startup que facilita a compra e venda de apartamentos por meio de uma experiência digital, com informações e preços verificados. A empresa vai dar até 10% de desconto em mais de 700 apartamentos disponíveis para compra em seu marketplace. Em celebração ao Mês do Consumidor, o cliente pode ganhar R$ 10 mil para compra de eletrodomésticos, por exemplo. 

“O mês do consumidor é considerado uma ‘segunda Black Friday’, tamanho o aumento do volume de compras feitas no período, por causa das ofertas e promoções. Com isso, temos a oportunidade de inovar, assim como fizemos em novembro, trazendo essa data também para o mercado imobiliário”, afirma Alexandre Ferraz, Vice-Presidente de Marketing da Loft.

A promoção é válida para clientes que assinarem o compromisso de compra e venda (CCV) de imóveis localizados nas cidades de São Paulo, Guarulhos, Rio de Janeiro e Belo Horizonte até 31 de março.

Outra empresa que aproveita a data é a CAC Engenharia, que oferece descontos de até R$17 mil em cinco residenciais. “No Rio de Janeiro, a ação contempla os empreendimentos Itália, França e Moradas dos Pássaros, em Nova Iguaçu, e Di Cavalcanti em São Gonçalo. 

Já em Minas Gerais, a oportunidade está no Portal Pampulha, em Contagem. Os imóveis têm valores a partir de R$ 135.600 e, dependendo da negociação, é possível conseguir também entrada parcelada em até 60 vezes e documentação grátis (registro e ITBI – Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis). A campanha vai até o final de março”, diz em nota.

A Companhia Plano&Plano, está com uma campanha promocional de ‘25 anos Plano&Plano’ e contará com quatro sorteios de decorações completas para quem adquirir um apartamento durante o período da promoção, e ainda vai presentear as pessoas que forem a uma das lojas participantes, visitarem o decorado e realizar um atendimento com um dos corretores, com uma raspadinha contendo prêmios instantâneos no valor de R$ 50 a R$ 459,00. 

“É importante lembrar que você não precisa comprar o apartamento para participar do sorteio. Basta visitar um dos vários estandes da Plano&Plano, fazer uma simulação e já está participando. Para os clientes que já compraram o apartamento estão concorrendo às quatro decorações”, pontua Andreia Rocha, gerente de marketing da Plano&Plano. 

Já para decoração, a loja Urban Arts, que oferece objetos de artes a preços mais acessíveis, vai dar 15% no valor total das compras realizadas nas galerias físicas, de dois ou mais quadros, entre os dias 14 e 19 de março. 

Direitos e atenção do consumidor

Para Gisele Paula, CEO e fundadora do Instituto Cliente Feliz, a data não é apenas uma ocasião de consumo. “O ponto principal, é que a data foi criada inicialmente  para reconhecer os direitos dos consumidores, direito à segurança, informação, escolha e de ser ouvido”, lembra.

CEO e representante da empresa que cuida dos direitos do consumidor
Gisele Paula, CEO e fundadora do Instituto Cliente Feliz/ Crédito: Divulgação

Agora, quanto aos consumidores que aproveitam a data para fazer compras, precisam ter alguns cuidados e ficar mais atentos a ofertas muito estranhas e boas demais nesses momentos de muitas promoções. 

“O primeiro passo para fugir de enrascadas é buscar informações sobre a reputação da empresa. Consulte sites de reclamações como o Reclame Aqui para saber como foi a experiência dos clientes que já compraram da marca para não cair em ciladas ou já se preparar para possíveis problemas que possam surgir”, afirma.

Segundo a especialista, o mercado imobiliário oferece muitas possibilidades e atrativos de compra, porém, não se faz milagre em nenhum setor. “Pesquisar os juros de várias instituições financeiras e formas para aquisição deste imóvel, como consórcio, por exemplo”, afirma.

Outro ponto importante levantado por Gisele é observar o valor de mercado praticado no entorno onde será feito a compra, valor do metro quadrado do bairro, levantar o histórico da incorporadora e da construtora são regras fundamentais para não se ter dor de cabeça. 

“Na dúvida, consulte sempre um advogado e leia com atenção o contrato antes de assinar. Porém,  todo cliente tem direito de atendimento pós compra, para tirar dúvidas e orientações. Fique atento aos canais de atendimento que a empresa oferece e se eles realmente funcionam quando você precisar deles”, reforça.

Conversar com o síndico e a administradora do prédio ajuda a checar informações do apartamento à venda. Caso seja um imóvel, casa, sobrado, buscar informações no cartório para verificar se o imóvel não está envolvido em processos familiares e trabalhistas. 

“É preciso tirar a certidão negativa dos proprietários do imóvel. Além disso, buscar um profissional de engenharia ou arquitetura para verificar as condições de conservação do imóvel, telhado, rede de esgoto, parte elétrica, fundações”, diz Paula.

Gisele diz que há também empresas que fazem o serviço de avaliar se o imóvel está em condições adequadas pelo preço que está sendo vendido. De modo geral, se o imóvel for financiado, o banco já fará isso para assegurar a garantia do financiamento.


Em caso de ofertas que partem de empresas de leilão, é preciso entender que se o imóvel estiver ocupado, pode levar até 2 anos para que haja a desocupação do local.

“O novo comprador tem que requerer a desocupação pela via judicial, o que gera gastos com advogados e taxas processuais, ou seja, uma situação desgastante e onerosa. Então é melhor optar por imóveis desocupados”, finaliza a profissional.