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Coleta de resíduos recicláveis cresce 23% e tem pico na quarentena

Apesar da redução de 12% no volume de lixo orgânico, isolamento social leva residências a maior volume de recicláveis em São Paulo


Bianca Zanatta, O Estado de S. Paulo

13/05/2020 - 2 minutos de leitura


A formação de comissões internas de moradores voluntários é um ponto de eficácia/ Crédito: Getty Images

O isolamento social decretado em São Paulo em março por conta da pandemia do novo coronavírus teve impacto na produção de resíduos domésticos na cidade. De acordo com a Prefeitura de São Paulo e a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), houve uma diminuição de 12% na coleta comum, que inclui resíduos orgânicos e rejeito, enquanto foram recolhidas 7,9 mil toneladas de recicláveis – um aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado, em que a coleta seletiva somou 6,4 mil toneladas.


Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura afirma que “esses números podem estar ligados a uma maior adesão dos paulistanos à reciclagem, assim como uma menor geração de resíduos nas ruas durante o período de quarentena por conta da pandemia”. Para Carlos Silva Filho, diretor-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), no entanto, os números podem representar mais uma incerteza econômica do que consciência ambiental.

“As pessoas estão de fato procurando consumir menos, mas o aumento de resíduos recicláveis mostra também uma mudança no perfil de consumo, para mais produtos embalados e alimentos congelados”, sinaliza. Um levantamento realizado pela associação revela variação de 20% a 40% no crescimento da coleta de materiais recicláveis no País, o que não significa que a reciclagem cresça na mesma proporção. “Boa parte do volume coletado tem sido encaminhada para aterros sanitários devido ao fechamento ou à diminuição da atuação nas unidades de triagem em diversas cidades”, alerta ele.

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Com as pessoas trabalhando, estudando e fazendo todas as refeições em casa durante a quarentena, lidar com o lixo tem sido um desafio também para os condomínios residenciais. O Club Park Butantã, que tem 400 apartamentos e quase 1,5 mil moradores, reforçou uma série de práticas e intensificou a comunicação com os condôminos. Segundo Paulo Vicente, supervisor administrativo do conjunto de cinco torres, o auxílio de uma empresa terceirizada de coleta seletiva, que já havia sido contratada anteriormente e faz a retirada dos resíduos duas vezes por semana, é uma das peças-chave para lidar com o aumento de resíduos recicláveis.

Além disso, os moradores são orientados a acondicionar os resíduos em sacos pretos grandes para otimizar o espaço. A equipe responsável passou a revisar a separação de tudo duas vezes ao dia. “Unificar e organizar o cronograma entre o pessoal da limpeza e o serviço terceirizado também foi fundamental”, conta o administrador. O advogado Vitório Reis, de 57 anos, assumiu o posto de síndico do Club Park Butantã em março e já teve que definir todas as medidas restritivas. “O descarte de recicláveis realmente cresceu bastante, até por uma questão de praticidade”, diz. De acordo com ele, o direcionamento para coleta seletiva no condomínio já era muito forte, mas o reforço das orientações deve ser contínuo porque “as pessoas tendem ao relaxamento depois de um tempo”.

Confira a matéria completa em https://economia.estadao.com.br/blogs/radar-imobiliario/coleta-de-residuos-reciclaveis-cresce-23-e-tem-pico-na-quarentena/

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