Levantamento realizado pelo Homer, plataforma que oferece soluções tecnológicas a corretores de imóveis, revelou que 63% dos profissionais do setor notaram crescimento de até 70% na venda de imóveis durante a pandemia. Diante do mercado imobiliário aquecido – e com muita gente em busca de um lar ideal, Livia Rigueiral, CEO da empresa, alerta que cautela precisa ser palavra de ordem, bem como contar com o auxílio de um corretor para que a escolha seja certeira e o cliente não saia perdendo.


“Quando precisamos consertar o carro, vamos a um mecânico. Quando estamos com problemas de visão, procuramos um oftalmologista. Por que quando se trata de um investimento de alto custo, que é a aquisição de um imóvel, ainda existem pessoas que deixam de recorrer a profissionais especializados?”, questiona Rigueiral. A CEO lista as seis principais perguntas que os compradores precisam se fazer antes de fechar negócio.

• Que tipo de imóvel estou procurando?

Primeiro de tudo, é necessário listar as características que considera essenciais em um imóvel: casa ou apartamento, nos grandes centros ou afastado, com ou sem varanda, com espaço para trabalho remoto e área de lazer? Isso norteará a procura, mas é importante ter em mente qual é a prioridade. Tenha clareza sobre o que é realmente inegociável e o que pode ser flexibilizado. Com o auxílio do corretor de imóveis, essa classificação facilitará a busca de um imóvel dentro do esperado. O imóvel dos sonhos pode ser aquele que possui alguma condição ajustável junto ao corretor.

• Qual região escolher?

Quais são os bairros que mais interessam? Defina a lista de regiões de sua preferência. Detalhes quanto à localização são importantes tanto na esfera macro (bairro) quanto na microrregião. Obra próxima, alagamento na rua, periculosidade: a experiência do corretor trará auxílio para questões que passariam despercebidas. O corretor pode, por exemplo, saber qual a data de término de uma obra perto do imóvel ou se tem uma feira de rua em algum dia da semana que faça mudar o trânsito local. Quem busca uma casa faz isso poucas vezes na vida, o corretor está diariamente nas ruas e tem uma visão mais assertiva dos locais, sabe o que procurar e o que é importante saber: tem muito barulho? Tem escolas, supermercados, farmácias, padarias, transporte público por perto? Como é a iluminação das ruas? São pavimentadas ou não?

Assine nossa newsletter e receba por e-mail as principais notícias e dicas.
Fique tranquilo, não enviamos SPAM.

• Quanto posso investir?

Chegar a um melhor custo x benefício garante que as necessidades e desejos mínimos acerca da propriedade sejam condizentes com a renda a ser comprometida com um financiamento. É arriscado ter prestações para pagar que comprometam mais de 30% da renda mensal e é preciso lembrar que imprevistos acontecem – como doença na família, gastos com o carro ou com os filhos. É prudente guardar dinheiro para essas eventualidades. No caso dos imóveis novos, para não ser pego de surpresa, também é necessário considerar que até a entrega das chaves há correção mensal com base no Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) ou do Custo Unitário Básico da Construção (CUB).

• Quais os custos envolvidos na transação de compra?

Contar com um corretor de imóveis é fundamental para ter os valores muito claros e não ser pego de surpresa. Há custos de cartório, Imposto de Transmissão de Bens Imobiliários (ITBI) – que chega a 4% do valor do imóvel – e, no caso dos imóveis usados, pode haver gastos com reparos ou ampliação dos cômodos.

• Documentos da propriedade estão dentro dos conformes da lei?

Antes de investir em um imóvel, é fundamental fazer uma análise aprofundada sobre a documentação, a começar por checar em um cartório a matrícula atualizada e a assiduidade com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), bem como demais contas, como condomínio, luz, água, etc.

• Como fazer uma proposta?

Proponha o que achar coerente – como descontos no pagamento à vista, por exemplo – e sinalize cada ponto do contrato a ser modificado, caso não condiga com o que deseja. Exija que todas as comunicações – tanto via contrato quanto em trocas de mensagens – sejam muito claras, para não haver confusão. É importante que um advogado avalie a idoneidade dos documentos envolvidos na negociação e ofereça suporte na elaboração e assinatura do contrato de compra.