A plataforma de moradia flexível e hospedagem lança este mês o Manual de Diversidade para Anfitriões. O documento, desenvolvido em parceria com a IGLTA Foundation, busca informar sobre diversidade de gênero, preferências, significado da sigla LGBTI+, além de trazer recomendações básicas para anfitriões sobre inclusão, para que todos os hóspedes se sintam como se estivessem em sua própria casa.


“A IGLTA Foundation já ajudou inúmeros viajantes da comunidade LGBTI+ e estamos muito felizes com esta parceria com o Airbnb para fomentar ambientes de empatia e acolhimento. Orientar as pessoas dentro da plataforma sobre viagens inclusivas é de suma importância para promovermos o respeito e viagens seguras”, afirma o coordenador da IGLTA Foundation para o Brasil, Clóvis Casemiro.

Flávia Matos, diretora de relações institucionais e governamentais do Airbnb para a América Latina, ressalta que a empresa tem como missão criar um mundo onde as pessoas possam pertencer a qualquer lugar. Além disso, a equipe se esforça para assegurar a utilização da ferramenta sem preconceito ou discriminação. “Temos políticas fundamentadas na inclusão e no respeito para proteger hóspedes e anfitriões e trabalhamos constantemente em iniciativas com o propósito de informar e educar.”

Entre as orientações gerais do manual, estão:

• Não fazer suposições – a diversidade humana é tão ampla e se expressa de tantas formas que devemos ser conscientes de que não existe um padrão.

• Evitar perguntas pessoais ou de identidade – apesar de muitas pessoas não terem problemas em falar a respeito, isso pode se tornar algo cansativo.

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• Não usar ou repetir termos que o outro use para se referir a ele mesmo – existe uma tendência de reivindicar e ressignificar certas expressões e palavras por parte da população LGBTI+ que podem ferir quando vêm de alguém que não pertence a este universo.

• Não acreditar no mito de que as pessoas LGBTI+ são todas iguais – da mesma forma que em qualquer outro grupo de pessoas, cada indivíduo é diferente, com diferentes experiências, opiniões, sensibilidades, considerações, etc.

• Perguntar educadamente como ele/ela gostaria de ser tratado – isso se refere a nomes e pronomes que, por exemplo, podem incluir o uso do “e” (por exemplo: todes, juntes, etc).

Além da política de não discriminação, o Airbnb possui materiais informativos em uma página especial sobre diversidade e solicita que todos os hóspedes e anfitriões da plataforma aceitem o Compromisso da Comunidade, que estabelece tratamento respeitoso e sem preconceito, independentemente da etnia, religião, origem, de necessidades especiais, da identidade de gênero, orientação sexual ou idade.

Quem não aceita o Compromisso da Comunidade é proibido de oferecer hospedagem ou solicitar reservas utilizando a plataforma Airbnb. Globalmente, cerca de 1,4 milhão de usuários já foram removidos da plataforma por rejeitarem esse compromisso. O Manual da Diversidade para Anfitriões está disponível no siteda empresa e será compartilhado com todos os anfitriões.