Sua família está crescendo e precisa de um espaço maior? Ou você recebeu uma promoção no trabalhou e notou que é hora de comprar um novo apartamento? Confira as dicas essenciais para fazer o upgrade perfeito e conquistar um novo imóvel que se adeque às suas necessidades.

Antes de dar esse passo, a especialista em finanças e investimentos Luciana Ikedo alerta que é preciso verificar se as outras questões essenciais do planejamento financeiro familiar serão afetados bruscamente por este sonho.

“É muito comum as famílias orçarem apenas os valores dos imóveis e da parcela do financiamento, considerando somente o custo da prestação em relação à renda familiar e esquecendo de todos os custos adicionais que a mudança pode gerar. Assim, é essencial um planejamento financeiro bem feito, considerando todos os aspectos que podem gerar gastos adicionais”, explica ela.

Planejamento

Para consolidar este sonho é preciso esforço e planejamento, afinal estamos falando de um ativo que costuma ter valores mais altos para aquisição. Portanto, o primeiro ponto é definir qual tipo de imóvel se quer, em que região ele fica, qual a faixa de preço e para quando deseja adquirir. 

Na sequência do planejamento, deve-se comparar as formas de aquisição: compra do imóvel à vista, consórcio ou financiamento. A compra do imóvel à vista é a que gera o menor peso para o bolso, pois costuma trazer bons descontos. Porém, é a forma que exige mais disciplina para poupar dinheiro antes de fechar negócio e talvez o caminho mais longo até a concretização da compra.

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Existe também a opção do consórcio, que consiste basicamente numa “poupança forçada”, na qual quem não tem boa disciplina para conseguir poupar por conta, acaba se unindo a outras pessoas que terão seus recursos administrados, e, de tempos em tempos, o crédito será concedido. Neste caso incide uma taxa de administração.

Por fim, pode-se contar com a opção do financiamento. É importante levantar as instituições financeiras que oferecem esta linha de crédito e qual o Custo Efetivo Total (CET) que cada uma cobrará. 

“Coloque na ponta do lápis quanto será necessário desembolsar em cada uma das categorias e concilie isto com o prazo que se deseja adquirir o imóvel. Isso ajudará na tomada de decisão. Na sequência, independente da opção escolhida, faça um orçamento mensal para que a aquisição do imóvel não vire um pesadelo”, esclarece o consultor financeiro Victor Barboza.

Que tal alugar?

Um exercício que pode ser feito por aqueles que não contam com reservas no momento é, em vez de buscar financiamento, optar por viver de aluguel. E com a diferença do que seria pago nas prestações do financiamento buscar investimentos para deixar o dinheiro rendendo.

“Fazendo esse cálculo é possível notar que no mesmo prazo que um financiamento levaria, um bom montante será acumulado, podendo ser usado para a compra futura de imóveis à vista ou para qualquer outro objetivo”, comenta Victor Barboza.

A especialista em finanças e educadora financeira Raffaela Fahel parte da mesma opinião. “Eu recomendo um aluguel como primeira opção, pois assim aquela família não será tão onerada com a aquisição de um financiamento imobiliário e todos os seus gastos embutidos: serviços cartorários, seguros e impostos”.

“Gosto muito da opção de locação de um imóvel maior, considerando que o valores de locação neste momento estão bem atrativos. Muitas vezes a necessidade de um espaço maior existe somente durante alguns anos, na fase em que os filhos moram com os pais, deixando de existir quando o ninho volta a ficar vazio.  O momento de vida é transitório e a opção de locação pode fazer com que o custo para a adequação da nova família seja muito inferior ao de adquirir um novo imóvel financiado”, defende também a especialista Luciana Ikedo.