São Paulo

Onde estão os condomínios mais caros de São Paulo? Veja lista

Jardim Europa, Higienópolis e Jardim América ostentam as médias condominiais mais caras da cidade/ Crédito: Vernaglia/AdobeStock
Redação, Estadão Imóveis
06-03-2025 - Tempo de leitura: 2 minutos

O preço médio do condomínio em São Paulo é de R$ 777, mas o custo é bem maior nas áreas mais nobres da capital paulista. Para viver no Jardim Europa, por exemplo, é necessário desembolsar cerca de R$ 2.600 mensalmente com a taxa condominial. O bairro da zona oeste é o que ostenta os preços mais altos da capital paulista, segundo um levantamento da Loft.

Não é apenas a região, porém, que assusta os moradores de primeira viagem. Em Higienópolis, Jardim América, Itaim Bibi, Vila Nova Conceição e Jardim Paulista o preço também ultrapassa os R$ 2 mil mensais.

Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, afirma que o valor está ligado à valorização do imóvel e à infraestrutura oferecida pelo prédio. Portanto, prédios com mais áreas de lazer e serviços tendem a ser mais caros.

No entanto, a localização ainda é o principal critério para definir o preço. “Em regiões de maior prestígio, a procura é mais intensa, o que acaba elevando os custos”, observa Takahashi.

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De acordo com um levantamento realizado pela Loft, o custo ultrapassa os R$ 1.000 nos 30 bairros mais valorizados da cidade. O estudo analisou 123 mil imóveis anunciados para venda na cidade em janeiro deste ano, nas principais plataformas digitais que atuam na região.  

Quem paga pela inadimplência?

Com o preço do condomínio tão alto, é natural que a inadimplência esteja na rotina de muitos edifícios brasileiros. E muitas vezes é o morador pontual quem se prejudica neste cenário. 

Segundo a advogada Moira Regina de Toledo, diretora de risco e governança da Lello Condomínios, quando a arrecadação dos pagamentos não é suficiente para cobrir as despesas, a tendência é que o valor da taxa comece a subir para os pagadores adimplentes. 

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Geralmente, as administradoras possuem um caixa para lidar com eventuais situações adversas. Entretanto, se o problema se torna crônico, o bolso dos moradores sofre o impacto.

Portanto, quanto mais tempo o inadimplente demorar para pagar o condomínio e maior o valor devido, mais caro pode se tornar a taxa condominial dos pagadores. “A quota condominial é uma espécie de ‘vaquinha’ para ratear as despesas do empreendimento”, contextualiza Toledo.

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Giovanni Gallo, síndico profissional e especialista na administração de condomínios, explica que quando um percentual significativo dos moradores deixa de pagar, o condomínio precisa cobrir esses custos de alguma forma. “Isso pode resultar em aumento da taxa condominial para os demais, cortes em serviços essenciais ou até mesmo a suspensão de melhorias importantes”, pontua. 

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