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Visão positiva faz construtora reforçar projetos no Minha Casa Minha Vida

A expectativa de condições mais favoráveis para o mercado imobiliário econômico está levando as construtoras a reforçar as apostas para o segmento/ Crédito: Getty Images
Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo
06-01-2023 - Tempo de leitura: 1 minuto

A expectativa de condições mais favoráveis para o mercado imobiliário econômico está levando as construtoras a reforçar as apostas para o segmento. A ADN, que atua no interior paulista, se prepara para acelerar o ritmo das operações em 2023. A empresa prevê lançar neste ano um total de 16 empreendimentos, o que corresponde a 4,7 mil residências, avaliadas em R$ 1 bilhão. Já as vendas previstas para 2023 são na ordem de R$ 700 milhões – ante R$ 410 milhões em vendas em 2022 e R$ 267 milhões em 2021.

A ADN atua no Casa Verde e Amarela – programa que voltará a se chamar Minha Casa Minha Vida (MCMV) durante o governo Lula. A companhia tem sede em São Carlos e atua também em cidades como Americana, Araraquara, Sorocaba, e Franca. Neste ano, chegará também a Campinas, Piracicaba e Santa Bárbara d’Oeste. A ADN figura como a 35ª maior construtora do País – o que é bastante representativo em um setor pulverizado, com milhares de empresas no ramo.

Ampliação no prazo de financiamento de programa foi favorável

Na visão do time da ADN, as mudanças realizadas no programa habitacional ainda durante o governo Bolsonaro foram importantes para dar impulso aos negócios. Entrem as medidas que mais ajudaram está a ampliação no prazo de financiamento do programa de 30 para 35 anos, além da permissão para que os depósitos do FGTS possam ser utilizados como garantia nas prestações do financiamento.

Novo governo sinaliza que deve fortalecer MCMV

A construtora também vê que o governo Lula tem a intenção de fortalecer o MCMV, inclusive voltando a financiar habitação para famílias de menor renda que atualmente têm maior dificuldade de acessar o crédito bancário. Outro ponto positivo, segundo a ADN, é que muitos Estados e municípios estão desenvolvendo programas próprios para complementação de recursos para empreendimentos imobiliários para a população de baixa renda. Exemplo disso é São Paulo com o programa Nossa Casa e o Pode Entrar.

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