A Riviera de São Lourenço ainda surfa o boom imobiliário provocado pela pandemia, quando milhares de pessoas migraram para o condomínio em Bertioga.
Os imóveis valorizaram mais de 100% desde 2019 e o público fixo na região cresceu, mas a volta ao trabalho presencial, a escalada de juros e críticas ao saneamento geram incertezas.
De acordo com dados do DataZAP, o preço médio do metro quadrado de apartamentos no bairro planejado saltou de R$ 12,601, em 2019, para R$ 25,605, em 2024.
Entre as casas, a alta foi um pouco menor, mas ainda bastante significativa. O preço do metro quadrado saltou de R$ 8,3 mil em 2019 para R$ 15,2 mil em 2024.
“O bairro continua sendo um ponto central no olhar dos investidores. Não tem nada no litoral que tenha mais robustez”, analisa José Augusto Viana, presidente do CRECI-SP.
A estrutura grandiosa de Riviera, de fato, chama atenção. São duas mil casas e 256 edifícios distribuídos em uma área de 8,8 milhões de metros quadrados.
De acordo com a Sobloco Construtora, incorporadora à frente do projeto, o preço do metro quadrado chega a R$ 70 mil nos prédios mais novos que possuem vista para o mar.
As ondas de valorização e demanda, porém, devem sofrer algumas instabilidades com os solavancos provocados pela Selic.
Atualmente fixada em 14,25%, a taxa de juros afeta o custo dos financiamentos imobiliários e pode prejudicar a compra de imóveis na região.