Em março, a taxa Selic subiu em 1 ponto percentual e chegou ao patamar de 14,25% ao ano.
A Selic é uma ferramenta do Banco Central para controlar a inflação. Quando a inflação está alta, a instituição aumenta a taxa de juros para diminuir o consumo e, como consequência, baixar os preços.
Ela é utilizada pelas instituições financeiras para precificar os juros cobrados em empréstimos, financiamentos imobiliários e até em fundos de investimento.
“O custo do crédito sobe, tornando as parcelas mais altas e aumentando o valor total pago ao longo dos anos”, explica o advogado Stéfano Ribeiro Ferri, especialista em direito imobiliário.
Ele recomenda cautela para quem está pensando em buscar um financiamento neste cenário.
Por outro lado, o advogado acredita que quem possui capital próprio deve se deparar com preços atrativos e oportunidades de negócio.
Isto porque, enquanto mais brasileiros adiam o sonho de comprar o próprio imóvel por conta da Selic, o aluguel continua sendo uma alternativa relevante e com alta demanda.